Boletim Econômico 21/09/2020

Boletim Econômico 21/09/2020

Boletim Econômico 21/09/2020

Miguel Moletta /// setembro 21, 2020 /// 18:00hs

O que é o Boletim Econômico

O Boletim Econômico é um informativo da Ciência Empresarial com o resumo dos principais dados estatísticos retirados do Relatório Focus, da Bolsa de Valores, da FGV e de outros bancos de dados, em que analisamos e transformamos em informação para gerar conhecimento aos nossos clientes e leitores apresentando a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores.

O Relatório Focus é uma publicação do Bacen com data base todas as sextas-feiras resumindo as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado e da economia.

A economia é a área de atuação de governo com uma relevância fundamental para o futuro de todos, sendo uma ciência de extrema importância para qualquer país, pois “trata da utilização com máxima eficiência dos recursos produtivo escassos para o atendimento das necessidades dos indivíduos” (SCHENINI E MATESCO, 2005). A economia nos auxilia na compreensão sobre como os recursos são alocados estudando o homem na sociedade em relação as trocas.

Essa alocação de recursos é resultado da tomada de decisão pois tudo que acontece na economia é resultado de uma tomada de decisão e, por seu turno, da informação que a economia fornece para uma tomada de decisão.

O Bacen na própria descrição do boletim saliente que: “As projeções são do mercado, não do BC”. Cabe salientar que como são estatísticas e projeções carece de análise e é esse o objetivo do nosso boletim. Bom proveito!!!!

Como foi destacado nos boletins passados o ciclo de crescimento virtuoso do início de 2020 foi substituído por um ciclo duvidoso causado por fatores alinhados como o COVID-19. Mas temos boas notícias, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos, está melhorando semana a semana, estamos a cada dia buscando aliviar os efeitos da pandemia, da politicagem e da ingerência.

IPCA

O IPCA é calculado mensalmente pelo IBGE, foi instituído com a finalidade de corrigir as demonstrações financeiras das Companhias Abertas. Verifica as variações dos custos com os gastos das pessoas que ganham de um a quarenta salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, município de Goiânia e Distrito Federal.

A ponderação das despesas das pessoas para se verificar a variação dos custos foi definida do seguinte modo:

Tipo de Gasto

Peso % do Gasto

Alimentação

25,21

Transportes e comunicação

18,77

Despesas pessoais

15,68

Vestuário

12,49

Habitação

10,91

Saúde e cuidados pessoais

8,85

Artigos de residência

8,09

Total

100

A projeção, esta semana, do IPCA deu uma mais subida, a projeção para esse ano agora é de 1,99%, está aumentando semana a semana, na semana passada era de 1,94% isso se deve ainda do reflexo do custo da cesta básica que por conta do arroz entre outros ficou mais cara. Para 2021 está em 3,01%, 2022 em 3,5% e em 2023 em 3,25%. Nos últimos 12 meses o índice acumulado está em 2,30% e no ano o índice acumulado está 0,4583, dados de julho.

PIB

O PIB no 2º trimestre de 2020 contraiu 11,2% em comparação ao 1º trimestre segundo o Indicador de Atividade Econômica (IAE) divulgado pela FGV. A projeção Focus não se alterou, a previsão continua para 2020 em -5,1. As demais projeções continuam iguais, para 2021 continua em crescimento de 3,50%, 2022 em 2,50% e 2023 em 2,50%.

INFLAÇÃO

A meta e as projeções de inflação não sofreram nenhuma alteração. A meta a ser perseguida pelo BC continua em de 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% para 2022, e 3,25% para 2023, cabe ressaltar que a margem de intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

SELIC

A SELIC, Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros, está em 2%, no menor patamar da história e esta é a projeção até o final do ano. Para 2021, 3% ao ano, para 2022, 5% e para 2023, 6%.

Com essa queda a renda fixa fica menos atrativa e implica na migração para as ações, ou, o investido pode montar sua estratégia comprando títulos com prazos mais longos, caso esses venham a oferecer retorno mais atraente sob um risco controlado, e/ou papéis de dívida corporativa. 

Quem define a SELIC é o COPOM, Comitê de Política Monetária, esse comitê se reuni a cada 45 dias por membros do Banco Central a fim de discutir a economia do país e o seu rumo. É destas reuniões que é definida a taxa Selic. Esse comitê foi criado em 1996 com o objetivo de regular importantes aspectos da economia brasileira, seguindo a estratégia do Tesouro Nacional.

Por exemplo, se o momento econômico e político é bom, a inflação é baixa, a taxa Selic deve ter tendência de baixa. Caso ocorra um aumento no IPCA (inflação) e a economia entre em recessão, a taxa Selic tende a aumenta para controlar o mercado.

Portanto, o objetivo da redução da SELIC é facilitar e desenvolver o investimento de capital no país gerando um ciclo virtuoso da economia e as suas metas são, entre outras, deixar que o crédito fique mais barato, incentivar a produção e o consumo, facilitar o controle da inflação, estimular a atividade econômica, diminuir o risco diversificável, reduzir o custo financeiro do dinheiro e consequentemente, aumentar os lucros da empresa.

Por seu turno, quando o Copom aumenta a SELIC, ocorre o inverso, e o objetivo do governo está em conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e aumentam a inflação, que encarece o crédito e gera aumento de inflação, ou seja, um ciclo vicioso, a única vantagem é que com o aumento da SELIC a renda fixa começa a pagar mais e isso estimulam a poupança.

DÓLAR

O dólar terminou a semana passada em R$ 5,2929, sem muita variação. No ano acumula uma valorização de 31,31%, menor do que na semana passada que era de 31,68%. A Bacen é de que o dólar termine o ano 5,25, 2021 R$ 5, para 2022 R$ 4,90 e para 2023 passou de R$ 4,85 a R$ 4,90.

EURO            

O Euro fechou a semana com valorização a R$ 6,2710 e acumula uma valorização anual de 39,20%. A perspectiva não parece muito otimista, lembrado que 2020 começou valendo R$ 4,7315 e talvez nunca mais volte a esse patamar.

BOLSA IBOVESPA (B3)

O Ibovespa, que é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão e que é formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses, começou o ano na casa dos 118 mil pontos, em março despencou para 70 mil, chegando em agosto aos 108mil.

Na última sexta (18/09) fechou o pregão em 98.290 pontos, em mais uma semana sem significativas alterações. Desde o início do ano acumula uma queda de 17,23%, mas já esteve pior, queda de mais de 40% em abril. Vamos acompanhar esse sobe e desce esperado consolidar um ganho superior a 102.000 até o final do ano, pelo menos.

O otimismo continua, apesar dos maus. Vamos continuar orando e esperando que os homens bons sejam mais fortes que os maus.

Aproveite essa semana com Deus e a Família. Semana que vem, atualizaremos novamente a economia brasileira.

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