Empresas podem suspender o pagamento do FGTS

Miguel Moletta /// setembro 16, 2020 /// 17:00hs

Fonte: 

Introdução

O principal objetivo da gestão financeira é maximizar a riqueza dos acionistas, ou seja, gerar mais riqueza, agregar valor ao patrimônio e para isso é importante que o gestor financeiro entenda os conceitos básicos da teoria de finanças, quais sejam, perspectiva de longo prazo, valor do dinheiro no tempo, retorno do capital próprio, risco e dividendo.

Portanto a meta é montar uma estrutura de capital (ativos) que ofereça o máximo de retorno aos acionistas, com isso, maximizando a riqueza dos acionistas, através da geração de “lucros”. Para tanto a administração estratégica alinhada a gestão financeira necessita planejar para alcançar o objetivo e as metas das ações preestabelecidas (o que se deseja alcançar), definindo através deste planejamento a forma pela quais as ações serão desenvolvidas (como será feito), e os recursos necessários como os meios físicos, tecnológicos, humanos e os recursos financeiros necessários (com que e por quanto será feito) e definindo quem serão os responsáveis pela execução das etapas do plano (por quem será feito).

Perspectiva de Longo Prazo

A perspectiva de longo prazo traz a ideia de perpetuação da firma, providenciada por investimentos contínuos em estrutura, conhecimento, tecnologia, novos produtos, novas instalações. Na teoria da contabilidade está corroborada pelo princípio da continuidade, onde a avaliação do patrimônio e o registro das suas mutações considera terá sua vida continuada ao longo do tempo, ou seja, é a hipótese básica de que a firma não está destinada a liquidação ou a qualquer forma de extinção, mas, sim, a continuar operando por tempo indeterminado.

Valor de Dinheiro no Tempo

Todo o investimento requer um projeto que por sua vez requer uma análise de viabilidade financeira cujo resultado está em descobrir o valor presente líquido (VPL) descontado a uma taxa de juros e trazido a valor presente, ou seja,  o conceito de valor do dinheiro no tempo pressupõe que todos os projetos que as firmas desejam realizar envolve desembolso e entrada de caixa, para avaliação de tais projetos, transformando-os em fluxo futuro em valores atuais, através  da aplicação de determinada taxa de desconto que deve refletir o custo de oportunidade (TMA).

Risco versus Retorno

O gestor financeiro deve sempre analisar todo e qualquer investimento baseado no binômio Risco/Retorno, onde o retorno deve ser compatível com o risco assumido, repetir como um mantra, premissas financeiras como “resultados passados não garantem que haverá repetição desses mesmos resultados no futuro”, “não existe dinheiro fácil” “Não existe almoço grátis”. É verdade resultados passados geram conhecimento, as séries históricas de rentabilidades de ativos servem como tendências para o futuro e como fontes de informações para estudos do desempenho passado, todo dinheiro tem um custo, e sempre alguém está pagando a conta.

O binômio risco versus retorno significa: Quanto maior o retorno esperado numa aplicação financeira, maior  será o risco a que o investidor estará exposto e ou  quanto menor o retorno esperado numa aplicação financeira, menor será o risco a que o investidor estará exposto.

Para a redução dos riscos e das incertezas, torna-se necessário a obtenção de mais informações ou mais recursos e investir em diversificação. O princípio da diversificação é uma boa maneira de minimização dos riscos, mais um mantra: “não coloque todos os seus ovos dentro da mesma cesta”.

Existem dois tipos de risco, o Risco de Mercado e o Diversificável

O Risco de Mercado é o risco sistemático, não pode ser eliminado pela diversificação pede-se compensação, quanto maior o risco pede-se maior retorno.

O Risco diversificável é o risco não sistemático este pode ser minimizado pela diversificação.

O risco sempre vai existir e as opções portanto são duas diminuí-los ou remunerá-los.

Retorno do capital próprio

Quem investe em um projeto, proprietário, acionista, cotista, espera ser remunerado pelo investimento realizado. Essa remuneração pode ser através de dividendos e/ou da valorização das ações.

Dividendos

É o que a empresa paga aos acionistas do lucro obtido em determinado período, proporcional à quantidade de ações que cada um possui, a definição de uma política de dividendos adequada é uma decisão financeira essencial para a empresa, uma vez que os dividendos são, efetivamente, um fluxo de caixa para os acionistas.

A capacidade de pagar dividendos representa um indicador importante do desempenho das empresas tanto no presente quanto no futuro. Na prática, qualquer empresa de pequeno, médio ou grande porte tem na política de dividendos uma decisão que busca o equilíbrio entre remuneração dos acionistas e financiamento de novos programas de investimento.

Valor das ações

É o valor da empresa, quanto mais alto for o valor da empresa maior será a riqueza do acionista. O valor da empresa é determinado pelos fluxos de caixa futuros descontados.